Emanuela Edwards – Reino Unido

A irmã Emanuela Edwards, da Congregação das Missionárias da Divina Revelação, é britânica, fez o curso de Comunicação Institucional na Universidade Pontifícia da Santa Cruz, e é uma das guias oficiais da Basílica de São Pedro e dos Museus Vaticanos, para os grupos de língua inglesa. Muitos peregrinos escutam o Evangelho pela primeira vez. 

A minha África é Roma

Desde nova que amei sempre  o Senhor e senti atração pela obra de evangelização, mas não recusava a ideia da vocação porque pensava nas missões e não queria ir para África.

Aconteceu-me como a São Filipe de Neri que queria ir para as Índias até que um monge lhe disse que as suas Índias iam ser Roma.

Estudei Economia e a minha carreira florescia numa empresa em crescimento, mas embora gostasse do meu trabalho quando ensinava a fé em grupos de oração dedicados o aprofundar o ensino da Igreja sentia-me mais realizada, ardia o meu coração.

Conheci a história da aparição da Virgem da Revelação em Roma, em 1947, a um protestante, Bruno Cornacchiola, que o chamou a regressar à verdadeira fonte do Evangelho. E em 2005 fiz uma viagem de férias a Roma e fui à gruta de “Tre Fontane” onde a Virgem aparecera. Então perguntei ao Senhor o que queria fazer com a minha vida e nesse momento vi duas Irmãs das Missionárias da Divina Revelação e soube estar destinada a ser como elas.

Ao princípio rejeitei este pensamento um pouco louco, até que, falando com uma madre que visitou a Inglaterra perguntei-lhe “Como se sabe se é o Senhor que chama?”, ela respondeu-me “O amor por Ele ultrapassa todos os outros amores”.

Então vim para Roma e a minha superiora decidiu que eu estudasse Comunicação. E agora a minha África é Roma. As famosas obras-primas brindam oportunidades para que as pessoas experimentem a fé. As pessoas podem fazer uma visita cultural e, através da beleza escutar a mensagem do Evangelho pela primeira vez.

É um grande desafio, mas graças a Deus e à formação que recebi na Faculdade de Comunicação, desenvolvo-o com mais facilidade como guia dos circuitos “Arte e fé”, além das tarefas internas de comunicação da minha Congregação.

O programa de formação da Santa Cruz foi muito relevante e útil.