Mihai Sona, Roménia, 23 anos

Quando era criança, sentia-me atraído pelas coisas da Igreja e vivia com a minha avó que era muito piedosa. Ao longo da minha adolescência afastei-me da Igreja: cada idade tem o seu modo. Mas, mesmo assim, o Senhor protegeu-me sempre.

Quando estava sozinho na capela senti uma atração muito grande para o altar.

Queria estudar jornalismo, mas Deus tinha outro plano para mim, muito melhor do que o meu. Na Quaresma de 2014, fui fazer um retiro e quando estava sozinho na capela senti uma atração muito grande para o altar. Depois dessa experiência tomei a decisão de entrar no seminário.

Quatro anos depois terminei a minha tese e o meu bispo enviou-me a Roma para continuar os meus estudos para vir a ser sacerdote. Agora estudo Comunicação Institucional e quero servir a Igreja e o meu país. A Roménia esteve subjugada ao comunismo e sofreu muitíssimo, por isso a liberdade religiosa, depois da queda da Cortina de Ferro em 1989, foi um grande presente de Deus.

Somos um povo com uma tradição histórica de cristianismo oriental e a maioria da população é de confissão ortodoxa. No catolicismo existem três igrejas locais: a Católica Romana da Roménia, com a maioria dos seus fiéis no Sul e no Leste da Moldávia; a Igreja Católica Romana, de maioria húngara, embora também com comunidades polacas, eslovacas, etc.; e a Igreja Greco-Católica Romena, que está unida a Roma, cuja maioria se encontra na Transilvânia e à qual eu pertenço.

Todas as igrejas ajudam os pobres e as famílias necessitadas e este apostolado une-nos a todo o povo de Deus.