Testemunhos de Bolseiros

03 | Maio | 2018

O padre Marwan Akoury, é libanês, da diocese maronita de Beirute; deixou a sua profissão aos 27 anos e ingressou no seminário, tendo sido ordenado em 2013: «Nasci em 1980 em plena guerra do Líbano, que tinha começado em 1975 e durou mais de 30 anos. Mas apesar dos grandes destroços da guerra, a vida cristã e o compromisso da Igreja continuam a ser uma característica do meu país. No meio da dor, percebo que Jesus me convida a dar testemunho do seu amor para neutralizar ressentimentos. Um sacerdote deve semear o espírito de Cristo e criar pontes de paz e de diálogo, sobretudo num país como o meu, que é um exemplo do esforço pela coexistência com o outro, seja cristão ou muçulmano».

O padre Carlos Gomes da Silva é um sacerdote brasileiro, de 38 anos que estuda Direito Canónico. Desde os 12 anos que frequentava uma escola de futebol e aos 17 já era profissional da primeira divisão de São Paulo; foi contratado pelo Cagliari, da primeira divisão italiana, mas uma pequena doença cardíaca impediu-o de continuar e voltou ao Brasil, mas não melhorava. «Por fim, conheci um sacerdote que me disse que tinha que contar a Jesus, presente na Eucaristia, tudo o que me acontecia e o meu amor pelo futebol transformou-se no amor pela Eucaristia. Hoje em dia, digo a toda a gente que sou sacerdote pela relação de intimidade com a Eucaristia e fiquei a ganhar porque pude conhecer o sentido da minha vida».

O padre Anton Tran Van Phu, estuda Teologia Bíblica e procede da arquidiocese de Hanoi (Vietnam), onde há 250 paróquias com 150 sacerdotes e 300 seminaristas, o que é uma boa fonte de esperança para a Igreja naquele país, e também de preocupação pela formação sacerdotal; ele prepara-se para ser professor do seminário ao regressar ao Vietnam. «Gostava de agradecer à Universidade e a todos os benfeitores por corresponderem às necessidades da Igreja no mundo inteiro com o amor de Jesus Cristo».

Pia de Solenni é casada e doutora em Teologia pela Universidade Pontifícia da Santa Cruz e, desde 2017, Chanceler da diocese de Orange (Califórnia, Estados Unidos) e assessora do bispo. É especialista em áreas como a saúde da mulher, feminismo, bioética, e tem publicado artigos em jornais e revistas. Atualmente está a especializar-se numa área que é a gestão patrimonial e económica da Igreja, de modo a conseguir uma maior transparência dos bens eclesiásticos e obter fundos para apoiar as pessoas mais necessitadas, de acordo com a lei civil.